Painéis Solares – Uma Fonte Renovável

Um item importante dentro de uma construção é o fornecimento de energia elétrica, em nosso país é muito dependente do sistema hidrelétrico. Hoje em dia um tema bastante discutido é o conceito de sustentabilidade, nas mais variadas vertentes, e quando se fala em construção civil não é diferente. Essa preocupação ambiental passou do plano de estudos e discussões para o plano de ações. A REFORM traz esses conceitos em suas raízes, sempre procurando alternativas ecologicamente corretas em suas obras. O post de hoje é mais um que procura oferecer soluções modernas dentro deste contexto. Um item bastante importante dentro de uma construção é o fornecimento de energia elétrica para o empreendimento, fornecimento este que pode ser de várias maneiras, mas que em nosso país é muito dependente do sistema hidrelétrico, em que a energia é oriunda da movimentação de grandes volumes de água. Apesar de ser um sistema de energia renovável, o impacto ambiental causado é grande e o custo do Kw⁄h (Kilowatt hora, medida de consumo de energia) é alto, se comparado a outras fontes de energia também renováveis. Fontes de energia renováveis são aquelas em que pode-se manter sua utilização ao longo do tempo, sem a possibilidade de esgotamento da mesma. Uma alternativa que já é estudada há algum tempo e vem crescendo pelas obras em todo mundo, são os sistemas de energia solar, energia obtida através da luz do sol. A incidência de luz solar no Brasil é grande devido a sua localização geográfica, e além de ser uma fonte renovável a quantidade de energia que o sol emana para terra é gigantesca. Para se ter ideia, em um ano o sol produz 4 milhões de vezes mais energia do que consumimos. A grande dificuldade que enfrentávamos era a de criar as tecnologias necessárias para capturar e armazenar essa energia, o que gerava um sistema caro e ineficaz. Porém atualmente, já se tem diversos fabricantes que fornecem sistemas eficientes tanto para aquecimento de água, quanto para geração de energia elétrica. Como todo sistema, o uso de energia oriunda do sol tem vantagens e desvantagens. Dentre os pontos positivos podemos citar: Energia não poluente durante seu uso. As centrais necessitam de pouca manutenção. Ótima alternativa para locais remotos e de difícil acesso. Fonte inesgotável de energia. Sistema silencioso. E quanto aos negativos: Variações da incidência solar de acordo com a situação climática. Formas de armazenamento da energia pouco eficientes, quando comparada a outras formas de energia. Rendimento baixo entre captação e conversão dos painéis solares. Dentre as diferentes tecnologias que utilizam a energia solar podemos citar duas que podem ser utilizadas para fins residenciais e comerciais, a energia fotovoltaica e o aquecimento solar. Na geração fotovoltaica a luz do sol é convertida diretamente em energia elétrica, isso ocorre através de um efeito chamado fotovoltaico que é o aparecimento de uma diferença de potencial nas extremidades de material semicondutor, produzida pela absorção da luz. A célula fotovoltaica é a unidade fundamental para este processo. Quando se tem painéis solares instalados na edificação, as perdas energéticas devido a transporte são minimizadas, gerando uma maior eficiência. Sabe-se que essa perdas correspondem cerca de 40% do total em sistemas que a geração e o consumo são distantes. Temos dois tipos de sistemas quando trabalhamos com energia fotovoltaica: Sistema off-grid, em que o sistema é isolado da rede e o armazenamento da energia gerada é feito através de baterias. Sistema on-grid, em que o sistema é conectado à rede, ficando com um backup caso a energia não seja suficiente e o excedente pode ser vendido para a companhia de energia elétrica. Em ambos os sistemas, podemos ter receptores ativos e passivos, os primeiros utilizam mecanismos para orientar o sistema receptor rumo ao sol, aumentando a eficiência do sistema. Já no aquecimento solar a energia luminosa é utilizada para aquecer a água dos prédios e residências, sem o objetivo de gerar energia elétrica. Esse sistema é composto de coletores solares e reservatório térmico. As placas coletoras absorvem a radiação solar e transferem o calor para a água que circula dentro das tubulações. O reservatório, também conhecido como Boiler, é o recipiente próprio para o armazenamento da água aquecida. Nesse sistema, a água dos coletores fica mais quente e, portanto, menos densa que a água no reservatório. Assim a água fria “empurra” a água quente gerando a circulação. Esses sistemas são chamados da circulação natural ou termossifão. Utilizando esses sistemas de energia solar a economia de energia elétrica, oriunda do sistema hidrelétrico, pode ser de até 90%. Com essa economia rapidamente o valor investido nos sistemas pode ser recuperado, contribuindo de forma efetiva para diminuir os impactos ambientais. Esperamos que esse post possa ter ajudado você, leitor, a entender mais sobre a importância dos sistemas de geração de energia solar e os benefícios destes. Obrigado pelo seu tempo, até a próxima!

Impermeabilização: Por Que Fazer?

Impermeabilizar é o isolamento de algumas etapas da construção para proteger os materiais nelas contidos de uma passagem indesejável de vapores e líquidos. Você sabe o que é Impermeabilização? Impermeabilizar é o isolamento de algumas etapas da construção para proteger os materiais nelas contidos de uma passagem indesejável de vapores e líquidos, mantendo as características e as condições de uso dos ambientes. É um assunto cada vez mais discutido dentro da construção civil pela prevenção a patologias ditas muitas das vezes “comuns” como as famosas umidades e infiltrações. Há tempos procuram-se soluções para as águas indesejadas, no Brasil por exemplo, utilizavam óleo de baleia na mistura da argamassa para o assentamento de tijolos e revestimentos em obras que eram necessárias essa proteção. E, apesar dos métodos construtivos antigos já adotarem este cuidado necessário, muitas edificações atuais (pra não dizer a maioria) não possuem sequer um projeto de impermeabilização e, o motivo mais justificado é a economia na hora de construir. Como tudo dentro da construção, a impermeabilização também deve ser devidamente planejada para reduzir custos e aumentar a eficiência da edificação. E Pensando em ajudar a esclarecer algumas dúvidas pertinentes ao assunto, preparamos um guia com as principais dúvidas e respostas entorno deste assunto essencial para qualquer obra. O que pode acontecer se eu não impermeabilizar minha obra? A ausência ou o uso errado de impermeabilizantes além de causar prejuízos financeiros e até mesmo danos a saúde, pode comprometer a durabilidade da edificação. A água infiltrada afeta o concreto, a armadura e as alvenarias e deixa o ambiente insalubre devido a presença de fungos e mofos que surgem com a umidade. Estes fatores, além de diminuir a vida útil da edificação, trás desgastes para quem utiliza o imóvel sejam eles físicos ou emocionais devido a baixa qualidade do ambiente. Se não impermeabilizar as áreas com maior presença de umidade, o que pode acontecer? Independente do local, a água vai infiltrar e gerar umidade. A umidade causa além de problemas nos materiais usados, prejuízos estéticos como: descolamento de pisos, manchas de pintura, apodrecimento de reboco, oxidação de esquadrias ou até mesmo o apodrecimento delas; prejuízos para a saúde de quem utiliza as instalações ocasionados pelos mofos e bolor; prejuízo econômico: desvalorização do imóvel ou manutenções frequentes; e prejuízos estruturais que comprometem toda segurança da edificação. Porque a impermeabilização é essencial para garantir além de segurança, tempo de vida útil e conforto da edificação? Pergunta simples de ser respondida. Até aqui, já podemos imaginar o porquê: a impermeabilização protegerá sua obra qualquer tipo de umidade e infiltração, desde que executada corretamente de acordo com a norma e com produtos de qualidade que também atendam a normalização. Qual seria essa norma técnica? Por quem é determinada? Por que é tão importante escolher produtos que atendem estas normas? A norma técnica em questão é a NBR 9575:2010 – Impermeabilização: Seleção e Projeto. Ela é determinada pela Associação Brasileira de Normas Técnicas e apesar de não ser lei, é obrigatória sua utilização por força de lei. Esta norma, estabelece as exigências mínimas bem como as recomendações relativas à seleção de produtos e projeto de impermeabilização. Um produto normatizado nos mostra que atende as condições mínimas de proteção geral da obra, além de preservar a saúde, bem-estar e segurança do usuário. Mas como posso identificar um impermeabilizante de boa qualidade? Na embalagem do produto vem as instruções para uso, rendimento, cuidados necessários, etc. além do indicativo de suas adequações nas normas e o selo de filiação ao Instituto Brasileiro de Impermeabilização (IBI). Há casos em que somente o selo do IBI é visível, porém é de extrema importância a pesquisa e a escolha de produtos de marcas já sólidas neste mercado, além disso, busque referências de especialistas ou de utilização. Jamais confie no produto simplesmente pela aparência da embalagem! Existem diferenças de impermeabilização para construções de casas, escritórios, indústrias, hospitais ou até mesmo reformas? O que utilizar em cada caso? O sistema de impermeabilização selecionado pode variar de acordo com o tipo da edificação, principalmente no que se refere ao uso e às características da estrutura da mesma. Por exemplo: Duas lajes a serem impermeabilizadas, uma de um estacionamento com fluxo de veículos e outra de uma residência comum. Para a escolha do sistema a ser utilizado, podem ser o mesmo: Manta Asfáltica. Porém, pelas exigências de uso, no caso do estacionamento sua espessura seria maior e sua proteção mecânica diferenciada pelo fluxo de veículos. Entretanto, independente do que será impermeabilizado, todas as áreas devem ser tratadas com cuidado e responsabilidade à fim de apresentar o resultado esperado. Se eu for construir ou reformar, quais os impermeabilizantes mais indicados? De acordo com a necessidade, existem sistemas de impermeabilização adequados. Em hipótese alguma, deve-se utilizar um mesmo produto como “remédio” para todas as situações de obra. Não confie em milagres, elabore um projeto junto de um especialista. Se eu não utilizar o impermeabilizante correto, o que pode acontecer em minha construção? A princípio a manifestação das umidades e infiltrações, ocasionará um desconforto em relação a goteiras, manchas na pintura, descascamento em placas da tinta e da massa corrida ou gesso, etc. A partir deste ponto, a evolução do processo é constante e acelerada. A água infiltrada danifica o que estiver pela frente, até mesmo revestimentos, móveis e objetos decorativos que estão alocados no ambiente. Em situações críticas este erro compromete a segurança e a estabilidade das edificações. Posso impermeabilizar após a conclusão do acabamento? A utilização do impermeabilizante deve ser sempre antes do acabamento final em todas as áreas que são necessárias a proteção, exceto quando o sistema utilizado for projetado para ficar exposto, como por exemplo: as mantas com autoproteção como as ardosiadas ou aluminizadas, impermeabilizantes acrílicos, revestimentos epóxis. Manta asfáltica ardosiada Manta asfáltica aluminizada Argamassa polimérica Quais os problemas mais comuns que consigo evitar, utilizando os sistemas de impermeabilização corretos? Infiltrações ocasionadas pela água empossada em lajes ou pelas águas que criam pressões positivas, como as que ficam paradas em reservatórios, piscinas, caixa d’-água

A Versatilidade do Drywall

A palavra drywall significa em inglês, “parede seca”, o termo pode ser explicado pelo método construtivo que não utiliza água nem argamassa. A palavra drywall significa em inglês, “parede seca”, o termo pode ser explicado pelo método construtivo que não utiliza água nem argamassa, resultando em uma obra muito mais limpa do que de costume. A rapidez na construção é a marca registrada do drywall, isso porque as placas chegam prontas para instalação, dependendo apenas da mão de obra especializada do técnico que em um dia consegue instalar até 30m². Sua estrutura é feita com aço galvanizado, coberta por papel-cartão, podendo conter preenchimento interior com lã de vidro, isopor ou outro material que melhore a acústica, finalizando com uma ou duas camadas de gesso. Aliás, o drywall tem melhor conforto acústico que a alvenaria, contando também com o conforto térmico, já que o gesso tem propriedade natural de regular o clima, mantendo a umidade em equilíbrio. Além da instalação das placas ser muito simples, a instalação elétrica e hidráulica também tem essa vantagem, permitindo que toda a fiação e canos fiquem embutidos de modo organizado, e, caso precise de manutenção, basta abrir um recorte na parede. Existem três tipo de placas drywall: Verde (RU): com silicone e aditivos fungicidas misturados ao gesso, permite a aplicação em áreas úmidas (banheiro, cozinha e lavanderia). Rosa (RF): resiste mais ao fogo por causa da presença de fibra de vidro na fórmula. Por isso, vai bem ao redor de lareiras e na bancada do cooktop. Branco (ST): é a variedade mais básica (Standard), amplamente empregada em forros e paredes de ambientes secos. Atenção! O drywall tem alta resistência,  mas tem seus limites de peso. Exemplo: Um objeto de até 10 kg pode ser preso direto nas placas, até 18 kg é necessário que se prenda nas chapas de aço que há no interior. O drywall suporta objetos com até mais de 30 kg, contanto que a carga seja distribuída em montantes metálicos com distâncias de acordo com o projeto. Um mito a ser relevado: Drywall pode sim ser usado em áreas úmidas, desde que seja adotado os “painéis verdes”. É necessário a impermeabilização com manta asfáltica ou polimérica, isso serve para qualquer método construtivo. Além da impermeabilização, é possível ter uma proteção extra com os revestimentos aplicados – cerâmica, pastilha ou porcelanato aplicados com argamassa colante flexível e rejunte ajudam a proteger ainda mais o gesso da água. Atualmente, o drywall é muito utilizado em decorações, dando um ar muito mais sofisticado ao ambiente, confira: Relevo de parede possibilitando a distribuição de luz no ambiente: Móveis planejados de acordo com sua necessidade: Rebaixamento e sofisticação do teto:

Obras do “Cão” Parte II: Os Erros Mais Estranhos Da Construção

O “cão” está de volta e trouxe mais uma vez outros tantos erros dentro da construção civil para te divertir e alertar sobre prejuízos e riscos O “cão” está de volta e trouxe mais uma vez outros tantos erros dentro da construção civil para te divertir e alertar sobre prejuízos e riscos que serviços mal executados podem acarretar, tanto na hora da execução como após a conclusão. Para o “cão” não visitar sua obra, confira abaixo a segunda parte do que jamais deve ser feito! O tijolo é resistente, meu primo quem faz! Será que dá pressão? Esse dá pressão hein? Oscar Niemeyer ficaria com inveja… Fundação ecologicamente correta Fundação via WiFi O que importa é que está bem escorado… Acessibilidade vertical O ajudante eficiente Não pode desmatar! Não pode mesmo desmatar! A força é a mesma! Acessibilidade bem planejada Cuidado com a cabeça! “Amor, meu sonho é ter uma vista panorâmica no nosso quarto!” Não pode des… já sabe né? Acesso a ??? Não compensa repetir… Santa fita crepe! Segurança em primeiro lugar! Pausa para o almoço… O equilibrista O irmão do equilibrista Sem perigo! A escada é boa… Banheiro de rei Com caixa acoplada, rebaixado e zero km. Sem palavras… Segurança para os pedestres Rota de fuga Trabalho em equipe TV a cabo e ar condicionado. Preciso de mais nada! Algo de errado não está certo! “Faltou só um pouco doutor. Dá pra corrigir na massa!” Tem perigo não! Trabalho em equipe 2 Trabalhando em cima do happy hour Olha ela de novo… Acessibilidade russa! Torcida adversária, só pode… Agora tá bem cercado… Arquitetura bem planejada… Algo de errado não está certo 2 Acesso restrito… Cuidado com o degrau! Cada coisa pra cada fim… Uso adequado de EPI Qual a melhor escolha? Brincando em contato com a natureza… Acesso restrito Se não segurar a escada fica perigoso… Tá bem amarrado! Móveis planejados… Reforçando o que já foi falado na primeira parte destas famosas “gambiarras”, apesar de ser até engraçado ver alguns destes erros, é importante lembrar que além de feio, esteticamente falando, é extremamente perigoso. O perigo pode chegar por duas vias: no decorrer da execução ou após o término. Por isso é sempre essencial e importante a realização do projeto e o acompanhamento da execução por profissionais da engenharia e arquitetura. A economia ilusória em não contratar os profissionais adequados pode custar muito caro além de colocar várias vidas em risco. Até a próxima!

O Uso da Madeira na Construção Civel

O uso da madeira como constituinte principal da estrutura de edificações se mostra vantajoso devido a durabilidade, segurança, manutenção e economia de energia O uso da madeira como constituinte principal da estrutura de edificações tem se mostrado vantajosa principalmente devido a durabilidade, segurança, manutenção e  economia de energia. A madeira é um dos materiais mais antigos a ser utilizado em construções, mas após a Revolução Industrial foi desprezada para o estudo de novos materiais como o aço e o concreto. Apesar da tecnologia apresentada por esses materiais, a madeira ainda supera pelos seus benefícios apresentados. Antes de tudo, para adquirir o material de forma consciente, é preciso estar atento aos fornecedores e escolher as espécies ideais para cada tipo de construção, afim de obter menor impacto ambiental. E atenção! Não confunda madeira certificada e madeira legal. A madeira legalizada é extraída conforme as exigências da legislação de exploração, a madeira certificada também segue as exigências das leis e considera outros aspectos ambientais, sociais, econômicos e sustentáveis. As vantagens do uso da madeira na construção são muitos, por exemplo: – Alta Resistência: Foi o primeiro material capaz de resistir tanto a esforços de compressão como de tração. Tem uma baixa massa volumétrica e resistência mecânica elevada. Pode apresentar a mesma resistência a compressão que o concreto e dez vezes mais resistência a flexão, além da resistência ao corte. Não se desfaz quando submetida a choques bruscos que podem provocar danos.Além disso, os arqueólogos costumam encontrar peças antigas ainda existentes em madeira tais como: sarcófagos, embarcações, esculturas, utensílios domésticos, armas, instrumentos musicais, elementos de construções, etc. Em Kyoto no Japão podemos encontrar templos milenares construídos com estrutura de madeira. – Manutenção: Trata-se de uma matéria-prima muito versátil que pode ser usada de forma variada de acordo com o tipo de aplicação pretendida, além de permitir ligações e emendas fáceis de executar. – Isolante Término e Acústico: A madeira é um isolante natural, tanto térmico como acústico. As boas condições naturais de isolamento permite a economia de energia em aparelhos de climatização de ambiente. – Segurança: Ao contrário do metal, do concreto e do ferro, que deformam-se quando elevados a altas temperaturas, perdendo sua função estrutural, a madeira tem uma resistência maior ao fogo. “Num incêndio, as temperaturas atingem mais do que 1000°C. No entanto, o aço, a 500°C, já perdeu 80% de sua resistência, enquanto que o concreto começa a perder resistência a partir dos 80°C. A madeira, submetida a um severo incêndio, teve sua seção reduzida, mas não a ponto de eliminar sua capacidade de suportar seu próprio peso e o peso extra das barras de aço”. (PINTO, Edna Moura. 2007) Em falar em fogo, vamos explicar as desvantagens que difamam a madeira até hoje: – Combustível: O maior preconceito em se usar madeira na construção é por conta dos acidentes de incêndio registrados no início de sua história. A boa notícia é que, recentemente, a empresa Montana Química lançou o produto “Osmoguard FR100”, que tem a função de retardar o efeito da chama e a produção de fumaça. – Vulnerabilidade: É bastante vulnerável aos agentes externos, como cupins e insetos. Toda a madeira exposta deve ser protegida com verniz ou stain. A diferença entre eles é que o primeiro forma camadas na superfície da madeira, já o stain penetra sem formar película. Além disso é necessário realizar um tratamento químico no solo entorno da obra, afim de evitar organismos xilófagos. – Variabilidade: O fato de a madeira ser o resultado do crescimento de um ser vivo implica em variações das suas características e dimensões. Se não estiver bem tratada, a madeira age como uma esponja absorvendo toda a umidade, o que causa a dilatação. No entanto, a falta de conhecimento das propriedades e o uso inadequado da madeira são as maiores causas de desempenho insatisfatório. A madeira pode ser usada na construção civil tanto de forma temporária como definitiva: de forma temporária na instalação de canteiro de obras, nos andaimes, nos escoramentos e nas formas. De forma definitiva é utilizada nas esquadrias, nas estruturas de cobertura, nos forros e nos pisos. A madeira pode ser utilizada na construção de diversas maneiras, tais como: Pesada Interna: São peças de madeira serradas ou painel laminado colado que são usados como vigas, caibros, pranchas e tábuas utilizados em estruturas de telhado; Leve Externa e Interna Estrutural: São as tábuas e pontaletes usados temporariamente nas construções, como andaimes, escoramentos e formas para concreto; Interna Decorativa: Usufrui da diversidade de cores e texturas da madeira, são usadas como forros, painéis, lambris e guarnições; Leve em Esquadrias: Referente a portas, venezianas, caixilhos e molduras; Assoalhos Domésticos: Produtos de madeira sólida e produtos trabalhados para utilização própria em pisos (assoalhos, tacos, tacões e parquetes). Com as inúmeras vantagens apresentadas na utilização de madeira na construção civil, esperamos ter contribuído com mais um pouco de conteúdo rico para você. Até a próxima!

Fundações: Tipos e Aplicações

A etapa que é considerada o início de tudo na obra, é a FUNDAÇÃO. É ela quem suporta todo o peso e deixa a edificação fixa e nivelada com o terreno. A edificação é um conjunto de etapas importantes que devem ser concluídas com qualidade e exatidão, à fim de evitar futuros reparos ou até mesmo sinistros. A etapa que é considerada o início de tudo na obra, é a FUNDAÇÃO. É ela quem suporta todo o peso e deixa a edificação fixa e nivelada com o terreno. Muito se fala em diferentes tipos, porém nem sempre, a fundação adequada é escolhida para o tipo de edificação a ser construída. Um dos motivos justificados é a economia em se fazer uma sondagem para verificação do tipo de solo ou até mesmo por questões de reduzir quantidade de concreto utilizada. Tendo em vista que uma fundação bem projetada e executada, corresponde de 3 a 10% do custo total, ambos os casos são completamente inaceitáveis e colocam toda a obra em risco, comprometendo a estrutura em geral. O tipo da fundação é previamente definido de acordo com o conhecimento das cargas atuantes na estrutura e o tipo e a capacidade do solo do terreno. A forma exata de analisar o solo é através da sondagem em pontos espalhados pelo terreno. Com essa análise, é possível saber alguns parâmetros indispensáveis para a realização do projeto como: Características do solo; Resistência; Tipos de solo até a profundidade adequada; Espessura das camadas; Nível do lençol freático. As fundações são classificadas em DIRETAS e INDIRETAS de acordo com a forma de distribuição das cargas da estrutura para o solo. As DIRETAS são aquelas que distribuem as cargas da edificação para as camadas de solo capazes de suportar sem grandes deformações. A distribuição é feita através do apoio da base do elemento de fundação sobre a camada do solo. As fundações DIRETAS são divididas em RASAS e PROFUNDAS. As RASAS distribuem a carga da edificação para o terreno através do apoio da base da fundação em uma camada de solo com até 2 metros de profundidade ou quando o elemento de fundação tem sua largura maior que a cota de apoio. São mais utilizadas em pequenas construções e indicadas para solos rígidos e rochosos. Os principais tipos de fundações rasas são: SAPATA, RADIER e BLOCO. SAPATAS: Elementos de fundação de concreto armado (com ferragens) para resistir a esforços de tração, com altura menor que o bloco. Com custo baixo, geralmente construída em solos firmes e resistentes. Pode ter várias formas geométricas e para facilitar o apoio de pilares excêntricos (presentes na divisa do terreno) são feitas com vigas de equilíbrio ligando a uma sapata próxima para que fique estável. Outros tipos de sapatas são: ISOLADA: geralmente com formato de pirâmide e vigas baldrame fazendo a ligação entre elas. À fim de evitar a absorção de água do concreto pelo solo, recebem uma fina camada de concreto abaixo para fazer este isolamento. CORRIDA: presente por toda extensão das paredes. Concreta-se uma vala feita abaixo das mesmas. As cargas neste caso, são distribuídas horizontalmente. RADIER: É basicamente uma laje de concreto armado (com ferragens), construída sobre o solo por toda extensão da edificação. Utilizada em solos com resistência mais baixa, com camada fraca profunda. A laje recebe diretamente as cargas dos pilares. BLOCO: Elemento de fundação composto por concreto simples (não armado) e sem a presença de armaduras. O concreto neste caso é dimensionado para suportar as tensões de tração. Utilizado geralmente em solos de alta resistência e com método executivo simples. As fundações DIRETAS PROFUNDAS, ultrapassam os parâmetros das fundações rasas, e são caracterizadas pelo utilização de TUBULÕES. Os TUBULÕES são construídos em locais com solos de resistência baixa ou que apresentam abundância de água. Muito utilizado em fundações dentro de água como o exemplo de pontes. Com forma cilíndrica, seu ponto negativo é a utilização de trabalho braçal pelo menos na etapa final da escavação, o que em casos de má execução, podem levar riscos ao trabalhador. Possuem dois métodos de execução: A CÉU ABERTO ou A AR COMPRIMIDO. A construção A CÉU ABERTO é simples e dispensa escoramento em solos firmes, é uma alternativa econômica para altas cargas solicitadas e não pode ser executado abaixo do nível de água. Uma vantagem é a questão de não ocasionar vibrações que possam movimentar o terreno e causar incômodo no entorno. O método A AR COMPRIMIDO, é utilizado em terrenos onde há a dificuldade do emprego de escavação mecânica ou cravação de estacas (áreas rochosas, lençóis de água elevados ou cotas insuficientes entre terreno e fundação). Neste caso utiliza-se uma camisa metálica ou de concreto para a sustentação das paredes. Podem atingir altas profundidades abaixo do nível de água, possuem custos e riscos de trabalho maiores do que o outro tipo. Após a concretagem, deve permanecer comprimido por pelo menos 6 horas visando preservar a qualidade do concreto que pode ser danificado por pressões do lençol freático ou interferências de escavações próximas. As Fundações INDIRETAS são sempre profundas em função da forma de distribuição da carga para o solo (atrito lateral), no qual exige que estes elementos tenham grandes dimensões. São indicadas para solos instáveis ou obras muito grandes que depositam muita carga no terreno. Estas fundações se resumem em ESTACAS, que são elementos estruturais enterrados no solo e que promovem estabilidade da edificação. Podem ter vários tipos e serem construídas de diversos materiais (aço, madeira e concreto) conforme sua utilização. Alguns dos exemplos de estacas são: METÁLICAS: Podem ser perfis laminados, soldados, trilhos soldados ou estacas tubulares. Utilização para qualquer tipo de terreno; possuem facilidade de corte e emenda; alta capacidade de carga; se utilizadas de forma provisória podem ser reaproveitadas; deve-se ter cuidado com o material utilizado devido a corrosão do mesmo; MADEIRA: Troncos de árvores cravados com martelos leves e bate-estacas de pequenas dimensões. Para utilização é necessário que fiquem totalmente abaixo do nível de água, tendo em vista que o mesmo não pode sofrer

Teto Verde – Solução Bonita, Eficiente e Inteligente

Se a sua intenção é inovar, transformar o visual do terraço e ainda melhorar a qualidade de vida, esse post merece sua atenção! Como já dizia o arquiteto revolucionário Le Corbusier, o terraço jardim é um dos cinco pontos fundamentais na arquitetura. Se a intenção é inovar, transformar o visual do espaço e ainda melhorar a qualidade de vida, esse post merece sua atenção! Apesar do alto custo inicial para despesas de estrutura e mão de obra especializada, o teto verde trará economias no futuro da obra, além dos diversos benefícios, tais como: Embelezar e valorizar o edifício, dando vários tipos de uso ao terraço; Contribui com a qualidade do ar por conta do aumento relativo da umidade; Filtra a poluição e ainda produz oxigênio; Tem a capacidade de melhorar o conforto térmico, absorvendo 90% mais o calor do que sistemas convencionais; Melhoria na acústica no interior da edificação, isolando os ruídos do entorno; E como se não bastasse, o jardim suspenso ainda traz consigo o conceito de “Agricultura Urbana” que permite o cultivo de hortaliças, legumes, frutas e até mesmo grãos de grandes culturas. Os aspectos mais importantes para serem levados em conta na hora da montagem são: 1. Resistência da Estrutura Verificar se a estrutura já existente tem capacidade pra suportar o novo terraço, se não, precisará de novos cálculos estruturais para uma nova implantação. 2. Impermeabilização A manta impermeabilizante protegerá a edificação contra a umidade da água da chuva e das plantas. É o processo de maior importância nesse tipo de construção. 3. Camada de Drenagem Cobertura de lona ou manta asfáltica que filtra a água fazendo com que partículas de areia e terra ou raízes não passem pela tubulação de queda da água. 4. Camada de Substrato de Acordo com a Vegetação Sobre a manta, faz-se uma camada de substrato que mantém o fundo da cobertura arejado, impedindo o apodrecimento das raízes e facilitando o escoamento da água. 5. Vegetação de Acordo com o Ambiente De sua opção, seja grama, árvore frutíferas, hortaliças, desde o menor até o maior, o teto verde suporta qualquer tipo de vegetação dependendo de sua localização e estrutura. A prefeitura de Recife (PE), assim como outras regiões, já aderiram a idéia obrigando por lei os novos prédios residenciais com mais de quatro pavimentos e com área coberta acima de 400 m², a terem telhados verdes. A Lei Municipal 18.112/2015 exige o plantio de gramas, hortaliças, arbustos e árvores de pequeno porte nas lajes dos edifícios. Como se vê, já estamos avançando bastante neste quesito e avançaremos ainda mais, principalmente com a conscientização das pessoas, empresas e governos. Isso tornarão os custos mais competitivos e nossas casas e cidades muito mais bonitas e charmosas. Então, não é uma boa ideia? Esperamos que tenham gostado do nosso post. Até a próxima!

Conhecendo Mais Sobre Alvenaria Estrutural

A alvenaria estrutural é o sistema construtivo mais antigo utilizado até hoje. Um exemplo muito comum atualmente, são os sobrados de dois pavimentos. Existem alguns métodos construtivos e dentre eles, a alvenaria estrutural chama atenção. Provavelmente você pelo menos já ouviu falar este termo, certo? Não é pra menos! A alvenaria estrutural é o sistema construtivo mais antigo utilizado até hoje. Alguns exemplos clássicos podem ser citados como: o antigo egito e suas pirâmides com alvenarias em pedra, os tempos de Jesus Cristo, onde as edificações eram feitas de tijolos de barro ou adobe e nas épocas medievais, onde a alvenaria em pedra bruta foi utilizada para a construção de castelos, catedrais e pontes, que até hoje estão intactos e que provavelmente ficarão por muito tempo. Um outro exemplo muito comum de alvenaria estrutural no nosso dia-a-dia, são os sobrados de dois pavimentos onde as lajes são apoiadas diretamente na alvenaria ou sobre uma cinta de concreto armado, por sua vez, as paredes transportam as cargas para o solo através das vigas baldrame que estão apoiadas em sapatas corridas ou pequenas estacas (brocas). A utilização da alvenaria estrutural como processo construtivo, pode ser utilizado tanto para residências simples como para edifícios de vários pavimentos (até 20 pavimentos por recomendação de norma). Para cada situação de utilização deste processo, existem duas formas: A alvenaria estrutural armada e a não armada. A armada possui vazados verticais em seus blocos que são preenchidos com o posicionamento de barras ou fios de aço envolvidos com graute (tipo específico de concreto, indicado para preenchimento de espaços vazios dos blocos e canaletas, com o objetivo de solidarização da armadura e aumentar a capacidade portante). A não armada por sua vez, utiliza como estrutura-suporte as alvenarias sem ferragens. Neste caso, os reforços metálicos são utilizados na amarração entre paredes, nas juntas horizontais (que evitam fissuras localizadas), cintas (elemento estrutural de amarração, barras de aço que ligam barras principais da estrutura), vergas e contravergas (elementos estruturais presentes na alvenaria que funcionam como pequenas vigas para a distribuição de cargas e tensões em vãos como portas e janelas). Mas aí você pergunta: Qual a diferença entre a alvenaria convencional (concreto armado) e a estrutural? A convencional possui o famoso “esqueleto” que é constituído pela combinação de lajes, vigas e pilares. As paredes tem como finalidade apenas o fechamento e a separação dos ambientes. Toda carga é suportada pelo “esqueleto”, tirando a função estrutural da alvenaria. Vantagens: Reformas ilimitadas; Utilização de diferentes tipos de esquadrias; Sem restrição a medidas de projeto; Desvantagens: Custo maior, comparado a alvenaria estrutural; Tempo de execução maior; A estrutural não possui vigas e pilares e sua estrutura em si é formada pelas paredes e lajes. Sua principal característica é suportar o peso da laje e/ou da cobertura. A execução correta e bem feita das paredes é fundamental, assim como evitar cortes nos blocos. As partes hidrossanitária e elétrica, devem ser executadas juntamente com o assentamento dos blocos, o que evita cortes futuros. Este método pode ser executado com blocos de concreto ou cerâmicos, ambos estruturais. Vantagens: Tempo de execução menor; Custo menor; Projetos complementares em forma de “kit’s”, o que permite montagem e teste no próprio canteiro antes da instalação; Desvantagens: Requer mão-de-obra especializada; Esquadrias obrigatoriamente padronizadas; Restrição de projeto devido a limitação de padrão dos blocos; Não permite reformas; Independente do método construtivo utilizado em sua obra, é importante que você fique por dentro e saiba quais as limitações que sua edificação terá com o método escolhido. Uma simples modificação em uma alvenaria estrutural pode levar toda edificação a ruína. Seja qual for o seu tipo de alvenaria, a análise e o acompanhamento de um Engenheiro Civil para executar qualquer modificação é essencial para a vida da estrutura. Até a próxima!

15 Ideias Para Inovar Sua Casa – Parte I

Criamos esse post que irá te ajudar a transformar o sonho de inovar sua casa, mesmo que simples, em realidade! Todas as pessoas tem em si um desejo de reformar alguma área da casa, seja o banheiro, cozinha, sala, quarto ou até mesmo a fachada.Esse desejo é esquecido na correria do dia-a-dia e na falta de inspiração, por esse motivo criamos esse post que irá te ajudar a transformar esse sonho, mesmo que simples, em realidade! Se inspire nas dicas de inovação da REFORM Reparos&Reformas: 1- Escada com Armário Embutido 2- Espelho no Quarto para dar Ilusão de Maior 3 – Manter a Vegetação no Edifício 4 – Uso de Madeira no Banheiro 5 – Parede Verde Interna 6 – Porcelanato com Textura de Madeira 7 – Ladrilho Hidráulico na Cozinha 8 – Área para Churrasqueira 9 – Parede que Brilha no Escuro 10 – Fachada da Casa 11 – Luminárias de Teto 12 – Quadros e Porta-Retratos na Parede 13 – Portas Coloridas 14 – Moldura com Iluminação LED 15 – Divisor de Ambiente Esperamos que tenham gostado e não esqueçam: precisou>clicou>reformou! Aguardem nosso segundo post com mais 15 idéias para inovar sua casa! Até a próxima!

5 Dicas Para Escolher o Terreno Ideal

O passo mais importante para a realização da casa própria é a aquisição de um terreno ideal. A escolha de um bom terreno ajuda a diminuir gastos desde o início. Quando falamos em casa própria, sabemos que é um assunto discutido pela maioria das pessoas. E quem não pensa em ter aquela casa dos sonhos? Sem dúvidas, o passo mais importante para a realização deste desejo é a aquisição de um terreno ideal. A escolha de um bom terreno ajuda a diminuir gastos desde a fase de projetos até o fim da execução. E pensando em te ajudar, preparamos 5 dicas para a escolha do terreno ideal, evitando gastos extras e dores de cabeça. Confira! 1. Projeto: O primeiro passo para a escolha do terreno ideal é pensar no projeto. O que você quer construir? Defina quantos cômodos, áreas específicas (garagem, área de lazer, jardins, etc.) e quantos pavimentos terá sua casa dos sonhos. Todos estes itens ajuda a definir o quanto o terreno será exigido. Para ter sucesso nesta etapa, o acompanhamento de um arquiteto ou engenheiro é indispensável. 2. Limitações: A atenção para as limitações físicas do lote é essencial para evitar, de repente, os maiores gastos com a construção. Alguns exemplos podem ser citados como:  Infraestrutura da localidade do terreno: É o primeiro ponto de análise. A verificação se há calçamento e se há as instalações básicas de água, esgoto e energia elétrica são essenciais para o início da obra. Topografia do terreno: Não deixa a obra impossível, mas pode encarecer e muito. Um bom projeto aproveita a topografia do terreno e, por isso, o ideal é que ele seja o mais plano possível. Qualidade do solo: Interfere na escolha da fundação da edificação. A verificação do tipo de solo e análise das construções no entorno são necessárias para a escolha correta. Proximidade de águas (lagos ou lagoas, rios, córregos): Precisam de uma atenção especial devido a resistência baixa de solos próximos. Uma fundação mal estudada para este caso pode acarretar patologias sérias na edificação. Encostas: Um muro de arrimo (contenção), quando necessário a construção, precisa ser bem feito e projetado para evitar deslizamentos dos barrancos. Outro tipo de limitação existente é a urbanística.  As limitações urbanísticas são exigências da Prefeitura Municipal, que ajudam a organizar e proteger a coletividade. Algumas delas são: o alinhamento, nivelamento, arruamento, altura máxima da edificação, áreas permeáveis, taxa de ocupação, entre outras. Podendo ocorrer variações nos tipos de exigências, dependendo da lei municipal. 3. Área e localização: A área deverá ser adequada e compatível com o projeto da edificação. Uma edificação planejada com piscina, área de churrasco, quadra de esportes, ficaria inviável em um terreno de 300 m². Portanto, saber o que colocar dentro do terreno é essencial para a determinação da área necessária. Uma dica é elaborar um anteprojeto simples com todas as instalações pensadas, o que dá a noção necessária. Para a localização, o interessante é verificar a distância de comércios, locais públicos, indústrias, avenidas, rodovias e locais do tipo. A facilidade de acesso a supermercados, farmácias, bancos, hospitais, escolas, etc. são pontos positivos e de valorização de terrenos. Assim como a proximidade de indústrias, rodovias, etc. podem trazer insatisfação devido ao incômodo por barulhos ou odores desagradáveis. 4. Posicionamento ideal e dimensões reais: O posicionamento ideal seria analisar onde o sol nasce e onde se põe, o que é um fator importante na configuração da edificação. Algumas dicas importantes são: tentar projetar os quartos em direção ao sol, verificar se o lado da casa voltado para o sol nascente está em uma posição boa no terreno, se está voltado para alguma edificação alta que faz sombra no terreno ou se o terreno ao lado estiver vago, se há a possibilidade de ter futuramente uma edificação alta. Quanto as dimensões reais, casos de invasões de vizinhos podem acarretar conflitos e ações judiciais o que pode levar seu sonho a baixo e te render boas dores de cabeça. Um levantamento topográfico tem um preço acessível e baixo, comparado ao preço do terreno ou da possível dor de cabeça futura, sem contar que as medidas reais são fundamentais na elaboração do projeto e registro do terreno. 5. Documentação: Consulte junto ao Cartório de Registro de Imóveis do município se não há pendências com a documentação, faça uma medição básica do lote e verifique se as medidas apresentadas na documentação e passadas pelo vendedor estão de acordo, seja quem for o vendedor, exija o carnê do IPTU no qual constam: as metragens (outro modo de conferência), o valor do terreno relativo a venda e a Certidão Negativa de Débitos Municipais, que mostra se há pendências com o município. Após analisar todas estas situações, o primeiro passo é amadurecer o sonho e pensar com clareza o tipo de edificação desejada. Pense também em como você quer sua casa, quanto de espaço terá, se prefere economizar no terreno ou na obra, qual a localização ideal, como o terreno facilita na elaboração do projeto, etc. Para ter aquela casa excepcional, o acompanhamento profissional (engenheiro e arquiteto) é indispensável e o fator primordial para ver seu sonho ganhar vida. Até a próxima!

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