O Avanço do Retrofit no Brasil
O termo retrofit vem da união de: “retro” que em latim significa “voltar atrás, retroceder,etc ” e “fit” que vem do inglês onde significa “adaptação, ajuste”. Revitalizar antigos edifícios, modernizar as instalações, aumentar o tempo de vida útil, ajustar de acordo com as restrições urbanas e ocupacionais e além de tudo preservar a arquitetura e a história são possíveis com essa técnica já muito utilizada na Europa e Estados Unidos e que vem ganhando espaço a cada dia no Brasil. Mas o que significa a palavra “retrofit”? O termo vem da união de duas palavras: “retro” que em latim significa “voltar atrás, retroceder, anteriormente” e “fit” que vem do inglês onde significa “adaptação, ajuste”. Ou seja, reciclar! Europa Palace Hotel/São Paulo – Antes e Depois A partir de restrições jurídicas dadas pela legislação, tanto europeia como americana, quanto a reformas de edifícios históricos devido a preservação da arquitetura original, foi desenvolvida a técnica do retrofit que é comumente confundida com reforma ou até mesmo restauração. O retrofit neste caso é a junção de reforma e restauração, o que leva ao edifício melhorias, modernizações nas instalações (definição de reforma) e restauração do imóvel, o levando a condição arquitetônica original (definição de restauração). O retrofit está sendo cada vez mais utilizado no Brasil, porém é necessário saber que além de como e onde utilizar, que esta técnica acaba saindo mais cara que construir do zero, mas se tratando de revitalização e preservação histórica, os gastos investidos tornam-se investimentos que valorizam ainda mais a edificação. Além da valorização, o retrofit sendo bem feito desde o planejamento até a execução com uma mão-de-obra qualificada, diversifica as formas de uso da edificação e diminui exponencialmente os gastos com manutenção. Edifício Bella Paulista/São Paulo – Antes e Depois A técnica do retrofit não é aplicada apenas em edifícios, mas também em centros urbanos para revitalização e atualização das construções. A aplicação é viável em casos como patrimônios históricos, imóveis históricos (geralmente na região central da cidade), sede de empresas públicas e privadas, escolas/universidades e locais que possuem em geral uma riqueza arquitetônica e histórica. Estádio Maracanã/Rio de Janeiro – Antes e Depois Quais as vantagens que o retrofit traz? Valorização imobiliária; Preservação do patrimônio; Quantidade reduzida de resíduos; Desperdício reduzido de materiais de construção; Quantidade de energia reduzida; Agilidade de execução (desde que a parte estrutural e a fundação estejam adequadas); Novas formas de utilização; Aumento da vida útil; Modernização; Manutenções mínimas; Acessibilidade; Qualidade e aproveitamento do ambiente; Além das vantagens, é necessário saber de alguns eventuais imprevistos que podem ocorrer no decorrer da realização do retrofit, como a restrição física do espaço em relação a retirada de entulhos e o armazenamento e transporte de materiais de construção. Outros também podem ocorrer devido à idade da edificação, o que requer uma atenção especial. Edifício Ceilão/São Paulo – Antes e Depois A aplicação do retrofit, por ser mais complexo do que iniciar do zero uma obra por questões das limitações que a edificação antiga apresenta, deve ser eficiente e requer um planejamento minucioso, porém a redução do tempo de entrega, a modernização, adequação e a valorização do imóvel, fazem com que a tendência de utilização desta prática, aumente cada vez mais no país. Espero que tenha gostado da leitura! Até a próxima!
Obras do “Cão”: Os Erros Mais Estranhos da Construção
Pensando em te alertar para possíveis erros, separamos uma série de imagens como exemplo do que NÃO deve ser feito, para sua obra não virar uma obra do “cão”. Nos deparamos com frequência com vários erros, alguns até muito grotescos, dentro da construção civil e que resultam em dor de cabeça para muitos proprietários que muitas das vezes, para evitar um reparo imediato, faz aquela famosa e tão conhecida “gambiarra” ou na preferência de um termo técnico que muitos utilizam, ”manutenção paliativa”. Pensando em te alertar para possíveis erros, separamos uma série de imagens como exemplo do que NÃO deve ser feito, para sua obra não virar uma obra do “cão”. Confira! Informação precisa. A promoção era dois por um! Reuso de água exemplar. Reuso de água exemplar parte 2. De lado dá pra usar… Minimamente calculado. Porta-janela ou janela-porta? Cabe todo mundo. Meu sonho era ter uma torneira elétrica! Só pra dar uma lavadinha nos dedos… Acesso restrito a funcionários. Uma hora dá certo… “Ao infinito e além!” (Buzz Lightyear) Ajustes técnicos de primeiro grau. “Mais doutor, eu fiz igual tava no projeto!” Se abaixar a cabeça dá pra subir! “Preocupa não doutor… Eu corrijo na massa!” “Acessibilidade-russa”. “Acessibilidade-russa” parte 2. “Em caso de emergência utilize a saída indicada.” (???) Cabe todo mundo parte 2. Inovação arquitetônica: Escada em balanço. ????? A sogra morava no apartamento de cima. Atenção!!! Informações importantes! “Sem preocupação! Tá ficando show, doutor!” O piso é antiderrapante. “Zé, eu quero um banheiro de rei!” Dois propósitos, um só lugar. O proprietário era fitness. Minimamente calculado parte 2. “Amor, você viu onde deixei o estojo de maquiagem?” Essa foi por pouco… Apesar de ser até engraçado ver alguns destes erros, é importante lembrar que além de feio, esteticamente falando, é extremamente perigoso. O perigo pode chegar por duas vias: no decorrer da execução ou após o término. Por isso é sempre essencial e importante a realização do projeto e o acompanhamento da execução por profissionais da engenharia e arquitetura. A economia ilusória em não contratar os profissionais adequados pode custar muito caro, além de colocar várias vidas em risco. Até a próxima!
Reforma & Construção: Planejamento, A Economia Inteligente
Um bom planejamento feito desde o começo, o controle é maior e o investimento é mais inteligente. É uma ação fundamental para um gerenciamento eficiente da obra Se tratando de reforma e construção, quanto menos gastos tiver melhor. Certo? Nem sempre se tem o dinheiro todo para fazer o que deseja e muitas vezes é preciso até fazer um financiamento, e mesmo assim o orçamento é apertado. Ouvimos com frequência aquele famoso ditado que o barato pode sair caro. E realmente sabemos que é verdade esta situação, porém é possível ter um resultado excelente com custos reduzidos. Como? Simples! Planejando. Com um bom planejamento feito desde o início da obra, o controle é maior e o emprego do investimento é mais inteligente. É uma ação fundamental para um gerenciamento eficiente da obra. O gerenciamento da obra possui algumas etapas que abordam o orçamento detalhado, o planejamento, a gestão e contratação de profissionais e materiais e o controle de tudo que acontece dentro do canteiro de obras. Mesmo não sendo uma responsabilidade do proprietário, entender o funcionamento de cada etapa é importante para evitar dores de cabeça. Uma das etapas do planejamento que tem uma grande importância para o resultado esperado é o cronograma físico-financeiro. A partir dele é possível analisar toda situação de obra traçando objetivos e verificando possibilidades do desenvolvimento de cada etapa da obra. Esta ação estabelece uma visão sobre o melhor caminho a ser seguido para obter os resultados esperados. Estes resultados são a melhor utilização de todos os recursos do empreendimento: físicos, financeiros e humanos. Mas o que é exatamente um cronograma físico-financeiro? O cronograma físico-financeiro tem este nome porque ele junta o planejamento dos custos de acordo com a etapa construída da obra, verificando quanto foi gasto do orçamento em cada uma. Então você pergunta: Onde então não devo economizar? Essa resposta já premeditamos anteriormente: no planejamento. Quer saber mais sobre este tema tão rico e relevante e que é pouco praticado nos canteiros de obra? Fique de olho nos próximos posts. Para qualquer execução é indispensável contratar profissionais que saibam trabalhar em equipe respeitando o espaço um do outro. Construtor, engenheiro e arquiteto são peças importantes com competências e tarefas diferentes que se complementam, e trabalhando em sintonia, é sem dúvidas o tripé de sucesso de qualquer obra. E lembre-se sempre: Um bom planejamento é sempre necessário. Até a próxima!
Evitando Erros de Reforma
Pensando em auxiliar você a evitar qualquer problema, preparamos um guia listando os 10 erros mais comuns e frequentes. Quando falamos em reforma, muitos pensam nos problemas que ela pode trazer, principalmente se tratando de tempo, dinheiro e sujeira. Porém, na fase de talvez economizar e conseguir acelerar todo processo, alguns cuidados não são tomados e surgem muitas das vezes erros que podem acarretar até mesmo no sinistro total da obra. Pensando em auxiliar você a evitar qualquer problema, preparamos um guia listando os 10 erros mais comuns e frequentes. 1. Projetos Imaginários É isso mesmo que você está pensando! Muitas das reformas não existem sequer um projeto elaborado. O proprietário como forma de economia, chama somente um grupo de profissionais para a realização da obra e não se preocupa também nem com orçamento e muito menos com planejamento, confiando na palavra do prestador de serviços. A importância destes itens elaborados interferem nas principais preocupações que o proprietário tem: dinheiro, tempo e conforto. Se não há projeto, não é possível ter um orçamento detalhado e muito menos um cronograma para acompanhamento de conclusão de todas as etapas da obra. 2. Elementos da estrutura danificados A modificação do ambiente muitas das vezes é acompanhado de uma parte elétrica, hidráulica ou até mesmo uma decoração nova que de repente solicita uma perfuração. As perfurações feitas de forma errada podem ser tão prejudiciais como a própria remoção de uma viga ou pilar (para saber mais sobre o que é uma viga e pilar, leia nosso post anterior) e trazem riscos que podem levar a obra a ruína total. 3. Acréscimos de cargas extras em lajes e sacadas Muitos profissionais ao prestar o serviço para economizar tempo e trabalho de carregar materiais para um andar superior, utilizam de marquises e sacadas como depósito. Outras situações também comuns são cargas extras ocasionadas por vasos, revestimentos em pedra, fechamentos por vidros, jardineiras, banheiras, ofurôs, troca de caixa d’água por outra com maior capacidade e etc. 4. Materiais inadequados É muito comum a indicação de materiais “genéricos” de alguns profissionais, porém sem a mesma eficácia que o adequado apresentaria. Exemplos: Pisos escorregadios em locais de trânsito intenso de pedestres, revestimentos e pisos expostos a intempéries sem o tratamento necessário. Estas situações além de comprometerem a segurança do proprietário e de sua família, a durabilidade da reforma reduz exponencialmente. 5. Remoção de paredes sem análise técnica Se tratando de reforma, a intenção sempre é melhorar o ambiente deixando ele mais aconchegante e espaçoso, o que podem ocorrer modificações internas como a remoção de paredes, o que necessita de extrema atenção. Se a parede for uma alvenaria estrutural, a remoção pode desencadear erros graves na estrutura o que afeta a segurança do proprietário e dos vizinhos no entorno. Neste caso, modificações ou remoções, não são aconselhadas! Alvenaria estrutural tem a função de distribuir cargas e dar suporte a estrutura e não servir apenas de divisória de cômodos. Se a parede não for alvenaria estrutural, é aconselhado o acompanhamento de um engenheiro civil para uma análise técnica precisa de como ou quando fazer a remoção. 6. Acréscimo de pavimentos Popularmente conhecido como “puxadinho”, esta prática é muito comum no dia-a-dia. O aumento de um andar em uma edificação já existente, depende de uma análise técnica precisa em cima do projeto de fundações, tipo de solo e projeto estrutural da obra para analisar se já era previsto o aumento ou se há a necessidade de um reforço na fundação e/ou estrutural. 7. Impermeabilização precária ou inexistente A falta de impermeabilização necessária e adequada, pode trazer sérios riscos a edificação, desde estéticos e até mesmo estruturais. Os principais problemas aparecem na deficiência de impermeabilização nos baldrames, lajes, reformas na parte hidráulica, substituição de pisos ou azulejos e etc. 8. Proprietário leigo Muitos profissionais agem de má fé com proprietários leigos no assunto e acabam prejudicando todo o andamento da reforma. A falta de comunicação entre proprietário e profissional nestes casos são comuns e a importância de uma fiscalização frequente e rigorosa para garantir o resultado esperado, é necessária. Muitos erros são cometidos por falta de fiscalização como a impermeabilização, citada acima, e caídas de água inexistentes onde seriam ideais. A dica para evitar esta situação é contar com um engenheiro ou arquiteto, que será o responsável pelo controle total da obra. 9. Ausência de contrato A confiança de vários proprietários em profissionais, por serviços já prestados em locais que é de conhecimento do mesmo podem acarretar na não formulação de contratos o que é um erro enorme. Por mais que haja uma qualidade comprovada do profissional, o contrato é fundamental e traz uma garantia ao proprietário quanto a execução, aos direitos e deveres de ambos e o cronograma com prazos de entrega e datas de pagamento. 10. Profissional incapacitado Antes de mais nada, é extremamente necessário escolher profissionais adequados e totalmente capacitados para a execução da reforma. Verifique sempre se os profissionais de Engenharia e/ou Arquitetura possuem registro nos respectivos conselhos e se os profissionais de mão-de-obra possuem experiência comprovada. Outro detalhe importante é ter a oportunidade de visitar locais onde os serviços foram prestados e se houver a oportunidade, uma pesquisa de satisfação com o proprietário do local. A partir destas dicas, espero ter auxiliado você a ficar por dentro e evitar que estes erros ocorram em sua residência. Até a próxima!
Trincas, Fissuras e Rachaduras: Identificação e Causas
Preparamos este guia que vai te deixar por dentro deste assunto corriqueiro em residências e edificações em geral: trincas, fissuras e rachaduras. Apareceu aquele risco na parede ou no teto, será que é uma trinca? É perigoso? Pensando em tirar suas dúvidas, explicar a diferença entre estes problemas, as causas e quando se preocupar, preparamos este guia que vai te deixar por dentro deste assunto corriqueiro em residências e edificações em geral. Geralmente é muito fácil identificarmos o que é um teto e uma parede, certo? Quando utilizamos termos mais técnicos como as palavras: PILAR, VIGA e LAJE, pode ser que você leitor, não saiba ainda a diferença entre eles. Mas fique tranquilo! Explicarei rapidamente o que é cada um destes termos antes de darmos início ao nosso principal assunto, para entendermos melhor as variadas situações que podem acontecer. PILAR – é um elemento da estrutura da edificação que fica no sentido vertical, popularmente conhecido como coluna ou pilastra, que tem a principal função de receber cargas e distribuir as mesmas para as fundações. Pode ser do modo mais usual que é concreto armado (concreto + aço) ou ainda madeira, ferro, aço, etc. VIGA – é um elemento da estrutura que dá uma sustentação horizontal para a edificação transmitindo as cargas para os pilares. Também pode ser de concreto armado, madeira, ferro, aço, etc. LAJE – é também um outro elemento da estrutura, uma chapa plana e horizontal apoiada nas vigas e pilares que faz a divisão dos pavimentos, formando o famoso teto. Bom, agora que já sabemos a diferença entre estes termos, vamos aprender a identificar a diferença entre fissuras, trincas e rachaduras. Fissuras As fissuras são muito comuns e bem superficiais! Elas atingem na maioria das vezes apenas o acabamento (tinta, massa corrida, gesso, pastilhas, azulejos, pisos, etc.). É bem fina e alongada não possuindo nenhum tipo de gravidade. Porém, é necessário e importante, o acompanhamento da mesma, observando se há alguma alteração nessas características, sendo que a fissura é o primeiro estágio de uma rachadura. Se não houver alterações, não há com o que se preocupar! Trincas As trincas se diferenciam das fissuras, por serem mais abertas (variando de 1 a 3 mm), profundas e acentuadas. A identificação a olho nu já é mais fácil de uma certa distância por ser maior que a fissura, o que traz consigo uma maior preocupação, podendo contribuir com a ruptura dos elementos (pilares, vigas e lajes) e afetar consequentemente toda a estrutura da edificação. Por isso, atenção redobrada! Rachaduras As rachaduras são o estágio final, onde a ruptura dos elementos é iminente. Possui abertura acima de 3 mm e sua identificação é clara e de longe, por ser bem mais aberta, profunda e acentuada que os casos anteriores, sendo possível a passagem de corrente de ar, água ou luz através dessa patologia. Em alguns casos, é possível também até a passagem do próprio dedo. Requer cuidado imediato por estar à beira da ruína! Quais são as causas? As causas podem ser diversas. Mas as mais comuns podem ser as listadas abaixo: Vibrações e trepidações; Utilização ou aplicação errada de materiais na hora da construção; Infiltrações ou vazamentos; Retirada de escoras e fôrmas de forma errada e/ou antes da hora em fase de obra; Cargas a mais das que foram calculadas pelo Engenheiro Civil; Acomodação dos elementos construtivos (movimentação ocasionada pelo assentamento da estrutura no solo); Variações de temperatura; Retração do material (redução do tamanho devido à perda de água no tempo da cura); Pilar, viga ou laje comprometidos. Que as rachaduras são extremamente preocupantes, já sabemos. Mas quando se manifestam em algum dos três elementos estruturais (pilar, viga e laje), a preocupação é redobrada. As rachaduras nos elementos estruturais (pilar e viga) se manifestam em três possíveis direções: horizontal, vertical e inclinada; e saber identificar previamente alguma é de extrema importância. Abaixo estão listadas por ordem de gravidade: Nas Vigas: Horizontais: Raramente manifestam e na maioria dos casos não oferecem comprometimento a estrutura. Verticais: Surgem geralmente no meio das vigas (entre um pilar e outro) e são ocasionadas por excesso de carga Inclinadas: Ocasionadas também por excesso de carga, mostra que a viga está querendo se separar do pilar em que está apoiada. Se manifestam geralmente próximo a intercessão da viga com o pilar. Nas Lajes: Manifestam com frequência em apartamentos de último andar nas paredes devido a variação de temperatura, o que provoca a dilatação da laje. Podem ser ocasionadas também por excesso de carga e falta de resistência do material utilizado. Geralmente tem sua origem nos cantos e com o tempo vão para o meio da laje. Nos Pilares:: Horizontais: Manifestam principalmente por questões de deslocamento no sentido vertical (recalque = afundamento do solo) de fundações ou quando possui alguma carga atuando fora do pilar. Verticais: Manifestam quando os pilares estão recebendo um excesso de carga, ou seja, carga a mais do que foi calculada pelo Engenheiro Civil. Inclinadas: São as mais preocupantes de todas citadas. Manifestam geralmente por afundamento do solo (recalque) o que ocasiona consequentemente a deformação da fundação do edifício. Lembre-se sempre: Um acompanhamento profissional para identificar e tratar as possíveis falhas que ocasionam essa patologia, é sempre indispensável! Esperamos que tenha tirado suas dúvidas e tido uma boa leitura. Até a próxima!
Umidade: Como Identificar, Combater e Eliminar
Guia rápido de identificação dos tipos de umidade que podem ocorrer, como evita-las e os cuidados necessários a partir do problema identificado A umidade é um problema muito comum e constante em edificações, e traz ainda mais preocupação quando estamos em épocas chuvosas do ano. Engana-se quem pensa que esta situação é causada apenas pelas chuvas. Existem diversos fatores, como vazamentos no encanamento, escoamento ineficaz da água que sai do ar-condicionado e solo úmido, que podem ocasionar essa patologia, e, identificar o tipo de umidade presente na edificação é uma forma de auxiliar o proprietário a tomar as medidas corretas e procurar o profissional adequado para o reparo. Pensando nisso, preparamos para você um guia rápido de identificação dos tipos de umidade que podem ocorrer, como evita-las e os cuidados necessários a partir do problema identificado. Umidade Ocasionada Pelas Chuvas Como se apresenta: No interior da edificação esse tipo de umidade aparece delimitado claramente na parede. No exterior, os modos mais comuns de aparecimento são por fissuras, juntas de dilatação estragadas, tijolos ou blocos trincados, eflorescências brancas (sais cristalizados, lembrando o desenho de flores). Áreas afetadas: Estragos no interior ou no exterior da edificação. A infiltração das chuvas ocorre principalmente no lado da edificação que é mais exposto aos ventos. Quando aparece: Aparecimento intenso durante ou depois de chuvas fortes ou contínuas. Identificação: Paredes exteriores são mais afetadas em casos de chuvas fortes e contínuas, ocasionando manchas de umidade e infiltração. Após a passagem da mesma, podem surgir essas manchas apontando problemas no telhado, nas calhas ou fissuras na alvenaria. Solução: Começando pelo telhado, verifique se as telhas se encontram perfeitamente encaixadas e coladas, se há furos nas calhas ou se estão entupidas e se toda estrutura do telhado está em perfeito estado. Na fachada, verifique se há fissuras e faça o tratamento imediato. Em paredes mais expostas, é necessária a impermeabilização adequada das mesmas com uma argamassa especial. Revestimento em pedras resinadas também podem solucionar a situação. Umidade por condensação Como se apresenta: Sob a forma de bolor e cheiro de mofo, apresenta-se por meio de manchas de umidade com aspecto irregular. Outra característica comum dessa umidade são os vidros constantemente embaçados e durante muito tempo. Áreas afetadas: Interior ou exterior de paredes ou lajes, principalmente nos cantos. Quando aparece: Aparecimento frequente nas estações chuvosas e no frio. Identificação: Locais onde a temperatura é maior e existem maiores diferenças de temperatura, a produção de vapor é constante. Assim que é atingida a saturação de vapor de água, o mesmo se transforma em água, principalmente em locais mais frios (vidros, paredes e estruturas metálicas). Se a superfície apresentar porosidade, a água tende a infiltrar. Solução: Tente produzir menos vapor. Uma casa com 4 pessoas produz aproximadamente 10 litros de vapor. Evite a utilização de água muito quente, tape sempre que possível as panelas e ligue o exaustor, evite secar roupas no interior da edificação, utilize produtos absorventes de umidade no interior dos armários e guarda-roupas; Permita uma maior ventilação nos ambientes. Esta ação ajuda na melhoria do arejamento da edificação; Instale ventiladores onde for possível; Evite paredes frias. Um revestimento bem feito combinado com uma impermeabilização adequada, faz com que a parede não fique tão fria e propícia a umidades. Umidade Ascendente (Sobe Pelas Paredes) Como se apresenta: Sob a forma de manchas interiores ou exteriores. No interior poderá se formar salitre (nitrato de potássio), ocorrer o descolamento de papel de parede ou ainda aparecerem bolores. No exterior apresenta-se na forma de musgo. Áreas afetadas: Normalmente afeta a largura da parede, com altura variável de 50 a 120 centímetros. Quando aparece: Frequente em qualquer época do ano e intensificada em climas úmidos. Ocasionada pela umidade do solo e de materiais de construção expostos a água no decorrer do processo construtivo. Identificação: Baldrames sem a impermeabilização adequada em contato com solo úmido são os principais causadores. Materiais de construção expostos a água no decorrer do processo construtivo, também podem ocasionar este tipo de patologia. Solução: Permita maior ventilação nos ambientes. Uma maior ventilação ajuda com que a altura da umidade seja menor que a variação comum (50 a 120 centímetros); Contrariamente ao item anterior, a altura pode ser maior que a variação comum se houver além de excesso de sais na composição da alvenaria, um revestimento que não seja traspirável ou a um cimento hidrófugo (resistente a água); Instalação de barreira impermeabilizante (argamassa especial) ou injeção de produto hidrófugo; Umidade por Vazamento no Encanamento Como se apresenta: Sob a forma de círculos úmidos (auréolas) ou por bolores. Áreas afetadas: Próximo a canos ou aparelhos sanitários. Quando aparece: Quando há algum tipo de vazamento e principalmente em áreas que se encontrem próximas a aparelhos sanitários utilizados com frequência (ex.: banheiras, ofurôs, etc.) Identificação: Quando o encanamento está visível, é detectado facilmente. O grande problema é quando o encanamento é interno às paredes, como na maioria dos casos. Sua manifestação pode se dar a uma distância considerável do local do vazamento, o que torna a resolução do problema um pouco mais complexa. Solução: Identificação rápida e controle imediato do vazamento através das manchas circulares; Observe sua conta de água se não há alteração anormal comparada a meses anteriores; Observe o entorno de aparelhos sanitários. Se a umidade tende a aparecer ou reaparecer com a utilização de um determinado aparelho, pode-se constatar que o problema vem deste mesmo aparelho. Umidade em Subsolos ou Paredes/Muros de Arrimo Como se apresenta: Sob a forma de paredes molhadas, originando manchas de salitre. Áreas afetadas: Subsolos em geral (garagens, sótãos, etc.) e paredes/muros de arrimo. Quando aparece: Frequentemente visível em todas as épocas do ano, devido a umidade do solo ou o escoamento de água errado em andares acima do local. Identificação: Impermeabilização não adequada ou não existente é o principal causador desta patologia. Solução: Impermeabilização adequada no exterior. Escavar o solo junto à parede até o nível das fundações e aplicação de produtos especiais (cimento hidrófugo, tinta asfáltica, argamassa especial ou manta asfáltica); Se não for
Reform, Construção & Sustentabilidade
Para auxiliar você, preparamos um guia rápido com 10 dicas sustentáveis para serem aplicadas na fase de projeto de sua construção ou reforma. Quando ouvimos a palavra: “sustentabilidade” empregada junto com as palavras: “construção” e “reforma”, imaginamos algo fora das normalidades e que por muitas vezes, de certa forma, algo que ultrapassa o orçamento planejado. Para auxiliar você, preparamos um guia rápido com 10 dicas sustentáveis para serem aplicadas na fase de projeto de sua construção ou reforma: Tente adaptar o seu projeto na topografia original do terreno. Além de economizar com cortes e aterros, reduz o impacto ambiental; Ajude a refrescar seu ambiente e garanta estabilidade no solo do seu terreno, evitando a retirada de árvores nativas. E, se for da sua vontade fazer o plantio, consulte antes o tipo e a espécie que não acarretam danos a sua edificação e às edificações vizinhas; Para minimizar o consumo de energia elétrica ao longo do tempo, faça um projeto compatível com o clima local; A iluminação natural torna o ambiente mais confortável e agradável, além de ser um outro fator que auxilia bastante na redução do consumo de energia; A orientação solar da edificação é de extrema importância para o conforto do ambiente e varia para cada edificação. Evite excesso ou falta de aquecimento solar não aceitando a repetição da planta para diferentes orientações; A ventilação deixa o ambiente leve e arejado. Otimize e permita ventilação natural dentro de sua residência; Se o clima da região for propício, adote coberturas verdes. Além de auxiliar no equilíbrio térmico, retém água das chuvas; Se for possível, adote um jardim no seu projeto. A vegetação presente no entorno da edificação auxilia no isolamento térmico; Se o clima estiver quente e úmido, a suspensão da construção é um fator que evita a umidade do solo; Se a cobertura verde não for compatível com o projeto, adote telhados inteligentes. A pintura do telhado com tintas especiais (pigmentos refletores) não permitem a absorção da radiação solar, o que mantém a superfície fria; E aí? Gostou das nossas dicas? Nosso blog será um meio informativo para todos os nossos clientes. Traremos sempre posts com dicas e curiosidades dentro da nossa área como este! Fique de olho e até a próxima!