Obras do “Cão”: Os Erros Mais Estranhos da Construção

Pensando em te alertar para possíveis erros, separamos uma série de imagens como exemplo do que NÃO deve ser feito, para sua obra não virar uma obra do “cão”. Nos deparamos com frequência com vários erros, alguns até muito grotescos, dentro da construção civil e que resultam em dor de cabeça para muitos proprietários que muitas das vezes, para evitar um reparo imediato, faz aquela famosa e tão conhecida “gambiarra” ou na preferência de um termo técnico que muitos utilizam, ”manutenção paliativa”. Pensando em te alertar para possíveis erros, separamos uma série de imagens como exemplo do que NÃO deve ser feito, para sua obra não virar uma obra do “cão”. Confira! Informação precisa. A promoção era dois por um! Reuso de água exemplar. Reuso de água exemplar parte 2. De lado dá pra usar… Minimamente calculado. Porta-janela ou janela-porta? Cabe todo mundo. Meu sonho era ter uma torneira elétrica! Só pra dar uma lavadinha nos dedos… Acesso restrito a funcionários. Uma hora dá certo… “Ao infinito e além!” (Buzz Lightyear) Ajustes técnicos de primeiro grau. “Mais doutor, eu fiz igual tava no projeto!” Se abaixar a cabeça dá pra subir! “Preocupa não doutor… Eu corrijo na massa!” “Acessibilidade-russa”. “Acessibilidade-russa” parte 2. “Em caso de emergência utilize a saída indicada.” (???) Cabe todo mundo parte 2. Inovação arquitetônica: Escada em balanço. ????? A sogra morava no apartamento de cima. Atenção!!! Informações importantes! “Sem preocupação! Tá ficando show, doutor!” O piso é antiderrapante. “Zé, eu quero um banheiro de rei!” Dois propósitos, um só lugar. O proprietário era fitness. Minimamente calculado parte 2. “Amor, você viu onde deixei o estojo de maquiagem?” Essa foi por pouco… Apesar de ser até engraçado ver alguns destes erros, é importante lembrar que além de feio, esteticamente falando, é extremamente perigoso. O perigo pode chegar por duas vias: no decorrer da execução ou após o término. Por isso é sempre essencial e importante a realização do projeto e o acompanhamento da execução por profissionais da engenharia e arquitetura. A economia ilusória em não contratar os profissionais adequados pode custar muito caro, além de colocar várias vidas em risco. Até a próxima!

O Avanço do Retrofit no Brasil

O termo retrofit vem da união de: “retro” que em latim significa “voltar atrás, retroceder,etc ” e “fit” que vem do inglês onde significa “adaptação, ajuste”. Revitalizar antigos edifícios, modernizar as instalações, aumentar o tempo de vida útil, ajustar de acordo com as restrições urbanas e ocupacionais e além de tudo preservar a arquitetura e a história são possíveis com essa técnica já muito utilizada na Europa e Estados Unidos e que vem ganhando espaço a cada dia no Brasil. Mas o que significa a palavra “retrofit”? O termo vem da união de duas palavras: “retro” que em latim significa “voltar atrás, retroceder, anteriormente” e “fit” que vem do inglês onde significa “adaptação, ajuste”. Ou seja, reciclar! Europa Palace Hotel/São Paulo – Antes e Depois A partir de restrições jurídicas dadas pela legislação, tanto europeia como americana, quanto a reformas de edifícios históricos devido a preservação da arquitetura original, foi desenvolvida a técnica do retrofit que é comumente confundida com reforma ou até mesmo restauração. O retrofit neste caso é a junção de reforma e restauração, o que leva ao edifício melhorias, modernizações nas instalações (definição de reforma) e restauração do imóvel, o levando a condição arquitetônica original (definição de restauração). O retrofit está sendo cada vez mais utilizado no Brasil, porém é necessário saber que além de como e onde utilizar, que esta técnica acaba saindo mais cara que construir do zero, mas se tratando de revitalização e preservação histórica, os gastos investidos tornam-se investimentos que valorizam ainda mais a edificação. Além da valorização, o retrofit sendo bem feito desde o planejamento até a execução com uma mão-de-obra qualificada, diversifica as formas de uso da edificação e diminui exponencialmente os gastos com manutenção. Edifício Bella Paulista/São Paulo – Antes e Depois A técnica do retrofit não é aplicada apenas em edifícios, mas também em centros urbanos para revitalização e atualização das construções. A aplicação é viável em casos como patrimônios históricos, imóveis históricos (geralmente na região central da cidade), sede de empresas públicas e privadas, escolas/universidades e locais que possuem em geral uma riqueza arquitetônica e histórica. Estádio Maracanã/Rio de Janeiro – Antes e Depois Quais as vantagens que o retrofit traz? Valorização imobiliária; Preservação do patrimônio; Quantidade reduzida de resíduos; Desperdício reduzido de materiais de construção; Quantidade de energia reduzida; Agilidade de execução (desde que a parte estrutural e a fundação estejam adequadas); Novas formas de utilização; Aumento da vida útil; Modernização; Manutenções mínimas; Acessibilidade; Qualidade e aproveitamento do ambiente; Além das vantagens, é necessário saber de alguns eventuais imprevistos que podem ocorrer no decorrer da realização do retrofit, como a restrição física do espaço em relação a retirada de entulhos e o armazenamento e transporte de materiais de construção. Outros também podem ocorrer devido à idade da edificação, o que requer uma atenção especial.   Edifício Ceilão/São Paulo – Antes e Depois A aplicação do retrofit, por ser mais complexo do que iniciar do zero uma obra por questões das limitações que a edificação antiga apresenta, deve ser eficiente e requer um planejamento minucioso, porém a redução do tempo de entrega, a modernização, adequação e a valorização do imóvel, fazem com que a tendência de utilização desta prática, aumente cada vez mais no país. Espero que tenha gostado da leitura! Até a próxima!

5 Dicas Para Escolher o Terreno Ideal

O passo mais importante para a realização da casa própria é a aquisição de um terreno ideal. A escolha de um bom terreno ajuda a diminuir gastos desde o início. Quando falamos em casa própria, sabemos que é um assunto discutido pela maioria das pessoas. E quem não pensa em ter aquela casa dos sonhos? Sem dúvidas, o passo mais importante para a realização deste desejo é a aquisição de um terreno ideal. A escolha de um bom terreno ajuda a diminuir gastos desde a fase de projetos até o fim da execução. E pensando em te ajudar, preparamos 5 dicas para a escolha do terreno ideal, evitando gastos extras e dores de cabeça. Confira! 1. Projeto: O primeiro passo para a escolha do terreno ideal é pensar no projeto. O que você quer construir? Defina quantos cômodos, áreas específicas (garagem, área de lazer, jardins, etc.) e quantos pavimentos terá sua casa dos sonhos. Todos estes itens ajuda a definir o quanto o terreno será exigido. Para ter sucesso nesta etapa, o acompanhamento de um arquiteto ou engenheiro é indispensável. 2. Limitações: A atenção para as limitações físicas do lote é essencial para evitar, de repente, os maiores gastos com a construção. Alguns exemplos podem ser citados como:  Infraestrutura da localidade do terreno: É o primeiro ponto de análise. A verificação se há calçamento e se há as instalações básicas de água, esgoto e energia elétrica são essenciais para o início da obra. Topografia do terreno: Não deixa a obra impossível, mas pode encarecer e muito. Um bom projeto aproveita a topografia do terreno e, por isso, o ideal é que ele seja o mais plano possível. Qualidade do solo: Interfere na escolha da fundação da edificação. A verificação do tipo de solo e análise das construções no entorno são necessárias para a escolha correta. Proximidade de águas (lagos ou lagoas, rios, córregos): Precisam de uma atenção especial devido a resistência baixa de solos próximos. Uma fundação mal estudada para este caso pode acarretar patologias sérias na edificação. Encostas: Um muro de arrimo (contenção), quando necessário a construção, precisa ser bem feito e projetado para evitar deslizamentos dos barrancos. Outro tipo de limitação existente é a urbanística.  As limitações urbanísticas são exigências da Prefeitura Municipal, que ajudam a organizar e proteger a coletividade. Algumas delas são: o alinhamento, nivelamento, arruamento, altura máxima da edificação, áreas permeáveis, taxa de ocupação, entre outras. Podendo ocorrer variações nos tipos de exigências, dependendo da lei municipal. 3. Área e localização: A área deverá ser adequada e compatível com o projeto da edificação. Uma edificação planejada com piscina, área de churrasco, quadra de esportes, ficaria inviável em um terreno de 300 m². Portanto, saber o que colocar dentro do terreno é essencial para a determinação da área necessária. Uma dica é elaborar um anteprojeto simples com todas as instalações pensadas, o que dá a noção necessária. Para a localização, o interessante é verificar a distância de comércios, locais públicos, indústrias, avenidas, rodovias e locais do tipo. A facilidade de acesso a supermercados, farmácias, bancos, hospitais, escolas, etc. são pontos positivos e de valorização de terrenos. Assim como a proximidade de indústrias, rodovias, etc. podem trazer insatisfação devido ao incômodo por barulhos ou odores desagradáveis. 4. Posicionamento ideal e dimensões reais: O posicionamento ideal seria analisar onde o sol nasce e onde se põe, o que é um fator importante na configuração da edificação. Algumas dicas importantes são: tentar projetar os quartos em direção ao sol, verificar se o lado da casa voltado para o sol nascente está em uma posição boa no terreno, se está voltado para alguma edificação alta que faz sombra no terreno ou se o terreno ao lado estiver vago, se há a possibilidade de ter futuramente uma edificação alta. Quanto as dimensões reais, casos de invasões de vizinhos podem acarretar conflitos e ações judiciais o que pode levar seu sonho a baixo e te render boas dores de cabeça. Um levantamento topográfico tem um preço acessível e baixo, comparado ao preço do terreno ou da possível dor de cabeça futura, sem contar que as medidas reais são fundamentais na elaboração do projeto e registro do terreno. 5. Documentação: Consulte junto ao Cartório de Registro de Imóveis do município se não há pendências com a documentação, faça uma medição básica do lote e verifique se as medidas apresentadas na documentação e passadas pelo vendedor estão de acordo, seja quem for o vendedor, exija o carnê do IPTU no qual constam: as metragens (outro modo de conferência), o valor do terreno relativo a venda e a Certidão Negativa de Débitos Municipais, que mostra se há pendências com o município. Após analisar todas estas situações, o primeiro passo é amadurecer o sonho e pensar com clareza o tipo de edificação desejada. Pense também em como você quer sua casa, quanto de espaço terá, se prefere economizar no terreno ou na obra, qual a localização ideal, como o terreno facilita na elaboração do projeto, etc. Para ter aquela casa excepcional, o acompanhamento profissional (engenheiro e arquiteto) é indispensável e o fator primordial para ver seu sonho ganhar vida. Até a próxima!

15 Ideias Para Inovar Sua Casa – Parte I

Criamos esse post que irá te ajudar a transformar o sonho de inovar sua casa, mesmo que simples, em realidade! Todas as pessoas tem em si um desejo de reformar alguma área da casa, seja o banheiro, cozinha, sala, quarto ou até mesmo a fachada.Esse desejo é esquecido na correria do dia-a-dia e na falta de inspiração, por esse motivo criamos esse post que irá te ajudar a transformar esse sonho, mesmo que simples, em realidade! Se inspire nas dicas de inovação da REFORM Reparos&Reformas: 1- Escada com Armário Embutido 2- Espelho no Quarto para dar Ilusão de Maior 3 – Manter a Vegetação no Edifício 4 – Uso de Madeira no Banheiro 5 – Parede Verde Interna 6 – Porcelanato com Textura de Madeira 7 – Ladrilho Hidráulico na Cozinha 8 – Área para Churrasqueira 9 – Parede que Brilha no Escuro 10 – Fachada da Casa 11 – Luminárias de Teto 12 – Quadros e Porta-Retratos na Parede 13 – Portas Coloridas 14 – Moldura com Iluminação LED 15 – Divisor de Ambiente Esperamos que tenham gostado e não esqueçam: precisou>clicou>reformou! Aguardem nosso segundo post com mais 15 idéias para inovar sua casa! Até a próxima!

Conhecendo Mais Sobre Alvenaria Estrutural

A alvenaria estrutural é o sistema construtivo mais antigo utilizado até hoje. Um exemplo muito comum atualmente, são os sobrados de dois pavimentos. Existem alguns métodos construtivos e dentre eles, a alvenaria estrutural chama atenção. Provavelmente você pelo menos já ouviu falar este termo, certo? Não é pra menos! A alvenaria estrutural é o sistema construtivo mais antigo utilizado até hoje. Alguns exemplos clássicos podem ser citados como: o antigo egito e suas pirâmides com alvenarias em pedra, os tempos de Jesus Cristo, onde as edificações eram feitas de tijolos de barro ou adobe e nas épocas medievais, onde a alvenaria em pedra bruta foi utilizada para a construção de castelos, catedrais e pontes, que até hoje estão intactos e que provavelmente ficarão por muito tempo. Um outro exemplo muito comum de alvenaria estrutural no nosso dia-a-dia, são os sobrados de dois pavimentos onde as lajes são apoiadas diretamente na alvenaria ou sobre uma cinta de concreto armado, por sua vez, as paredes transportam as cargas para o solo através das vigas baldrame que estão apoiadas em sapatas corridas ou pequenas estacas (brocas). A utilização da alvenaria estrutural como processo construtivo, pode ser utilizado tanto para residências simples como para edifícios de vários pavimentos (até 20 pavimentos por recomendação de norma). Para cada situação de utilização deste processo, existem duas formas: A alvenaria estrutural armada e a não armada. A armada possui vazados verticais em seus blocos que são preenchidos com o posicionamento de barras ou fios de aço envolvidos com graute (tipo específico de concreto, indicado para preenchimento de espaços vazios dos blocos e canaletas, com o objetivo de solidarização da armadura e aumentar a capacidade portante). A não armada por sua vez, utiliza como estrutura-suporte as alvenarias sem ferragens. Neste caso, os reforços metálicos são utilizados na amarração entre paredes, nas juntas horizontais (que evitam fissuras localizadas), cintas (elemento estrutural de amarração, barras de aço que ligam barras principais da estrutura), vergas e contravergas (elementos estruturais presentes na alvenaria que funcionam como pequenas vigas para a distribuição de cargas e tensões em vãos como portas e janelas). Mas aí você pergunta: Qual a diferença entre a alvenaria convencional (concreto armado) e a estrutural? A convencional possui o famoso “esqueleto” que é constituído pela combinação de lajes, vigas e pilares. As paredes tem como finalidade apenas o fechamento e a separação dos ambientes. Toda carga é suportada pelo “esqueleto”, tirando a função estrutural da alvenaria. Vantagens: Reformas ilimitadas; Utilização de diferentes tipos de esquadrias; Sem restrição a medidas de projeto; Desvantagens: Custo maior, comparado a alvenaria estrutural; Tempo de execução maior; A estrutural não possui vigas e pilares e sua estrutura em si é formada pelas paredes e lajes. Sua principal característica é suportar o peso da laje e/ou da cobertura. A execução correta e bem feita das paredes é fundamental, assim como evitar cortes nos blocos. As partes hidrossanitária e elétrica, devem ser executadas juntamente com o assentamento dos blocos, o que evita cortes futuros. Este método pode ser executado com blocos de concreto ou cerâmicos, ambos estruturais. Vantagens: Tempo de execução menor; Custo menor; Projetos complementares em forma de “kit’s”, o que permite montagem e teste no próprio canteiro antes da instalação; Desvantagens: Requer mão-de-obra especializada; Esquadrias obrigatoriamente padronizadas; Restrição de projeto devido a limitação de padrão dos blocos; Não permite reformas; Independente do método construtivo utilizado em sua obra, é importante que você fique por dentro e saiba quais as limitações que sua edificação terá com o método escolhido. Uma simples modificação em uma alvenaria estrutural pode levar toda edificação a ruína. Seja qual for o seu tipo de alvenaria, a análise e o acompanhamento de um Engenheiro Civil para executar qualquer modificação é essencial para a vida da estrutura. Até a próxima!

Teto Verde – Solução Bonita, Eficiente e Inteligente

Se a sua intenção é inovar, transformar o visual do terraço e ainda melhorar a qualidade de vida, esse post merece sua atenção! Como já dizia o arquiteto revolucionário Le Corbusier, o terraço jardim é um dos cinco pontos fundamentais na arquitetura. Se a intenção é inovar, transformar o visual do espaço e ainda melhorar a qualidade de vida, esse post merece sua atenção! Apesar do alto custo inicial para despesas de estrutura e mão de obra especializada, o teto verde trará economias no futuro da obra, além dos diversos benefícios, tais como: Embelezar e valorizar o edifício, dando vários tipos de uso ao terraço; Contribui com a qualidade do ar por conta do aumento relativo da umidade; Filtra a poluição e ainda produz oxigênio; Tem a capacidade de melhorar o conforto térmico, absorvendo 90% mais o calor do que sistemas convencionais; Melhoria na acústica no interior da edificação, isolando os ruídos do entorno; E como se não bastasse, o jardim suspenso ainda traz consigo o conceito de “Agricultura Urbana” que permite o cultivo de hortaliças, legumes, frutas e até mesmo grãos de grandes culturas. Os aspectos mais importantes para serem levados em conta na hora da montagem são: 1. Resistência da Estrutura Verificar se a estrutura já existente tem capacidade pra suportar o novo terraço, se não, precisará de novos cálculos estruturais para uma nova implantação. 2. Impermeabilização A manta impermeabilizante protegerá a edificação contra a umidade da água da chuva e das plantas. É o processo de maior importância nesse tipo de construção. 3. Camada de Drenagem Cobertura de lona ou manta asfáltica que filtra a água fazendo com que partículas de areia e terra ou raízes não passem pela tubulação de queda da água. 4. Camada de Substrato de Acordo com a Vegetação Sobre a manta, faz-se uma camada de substrato que mantém o fundo da cobertura arejado, impedindo o apodrecimento das raízes e facilitando o escoamento da água. 5. Vegetação de Acordo com o Ambiente De sua opção, seja grama, árvore frutíferas, hortaliças, desde o menor até o maior, o teto verde suporta qualquer tipo de vegetação dependendo de sua localização e estrutura. A prefeitura de Recife (PE), assim como outras regiões, já aderiram a idéia obrigando por lei os novos prédios residenciais com mais de quatro pavimentos e com área coberta acima de 400 m², a terem telhados verdes. A Lei Municipal 18.112/2015 exige o plantio de gramas, hortaliças, arbustos e árvores de pequeno porte nas lajes dos edifícios. Como se vê, já estamos avançando bastante neste quesito e avançaremos ainda mais, principalmente com a conscientização das pessoas, empresas e governos. Isso tornarão os custos mais competitivos e nossas casas e cidades muito mais bonitas e charmosas. Então, não é uma boa ideia? Esperamos que tenham gostado do nosso post. Até a próxima!

Fundações: Tipos e Aplicações

A etapa que é considerada o início de tudo na obra, é a FUNDAÇÃO. É ela quem suporta todo o peso e deixa a edificação fixa e nivelada com o terreno. A edificação é um conjunto de etapas importantes que devem ser concluídas com qualidade e exatidão, à fim de evitar futuros reparos ou até mesmo sinistros. A etapa que é considerada o início de tudo na obra, é a FUNDAÇÃO. É ela quem suporta todo o peso e deixa a edificação fixa e nivelada com o terreno. Muito se fala em diferentes tipos, porém nem sempre, a fundação adequada é escolhida para o tipo de edificação a ser construída. Um dos motivos justificados é a economia em se fazer uma sondagem para verificação do tipo de solo ou até mesmo por questões de reduzir quantidade de concreto utilizada. Tendo em vista que uma fundação bem projetada e executada, corresponde de 3 a 10% do custo total, ambos os casos são completamente inaceitáveis e colocam toda a obra em risco, comprometendo a estrutura em geral. O tipo da fundação é previamente definido de acordo com o conhecimento das cargas atuantes na estrutura e o tipo e a capacidade do solo do terreno. A forma exata de analisar o solo é através da sondagem em pontos espalhados pelo terreno. Com essa análise, é possível saber alguns parâmetros indispensáveis para a realização do projeto como: Características do solo; Resistência; Tipos de solo até a profundidade adequada; Espessura das camadas; Nível do lençol freático. As fundações são classificadas em DIRETAS e INDIRETAS de acordo com a forma de distribuição das cargas da estrutura para o solo. As DIRETAS são aquelas que distribuem as cargas da edificação para as camadas de solo capazes de suportar sem grandes deformações. A distribuição é feita através do apoio da base do elemento de fundação sobre a camada do solo. As fundações DIRETAS são divididas em RASAS e PROFUNDAS. As RASAS distribuem a carga da edificação para o terreno através do apoio da base da fundação em uma camada de solo com até 2 metros de profundidade ou quando o elemento de fundação tem sua largura maior que a cota de apoio. São mais utilizadas em pequenas construções e indicadas para solos rígidos e rochosos. Os principais tipos de fundações rasas são: SAPATA, RADIER e BLOCO. SAPATAS: Elementos de fundação de concreto armado (com ferragens) para resistir a esforços de tração, com altura menor que o bloco. Com custo baixo, geralmente construída em solos firmes e resistentes. Pode ter várias formas geométricas e para facilitar o apoio de pilares excêntricos (presentes na divisa do terreno) são feitas com vigas de equilíbrio ligando a uma sapata próxima para que fique estável. Outros tipos de sapatas são: ISOLADA: geralmente com formato de pirâmide e vigas baldrame fazendo a ligação entre elas. À fim de evitar a absorção de água do concreto pelo solo, recebem uma fina camada de concreto abaixo para fazer este isolamento. CORRIDA: presente por toda extensão das paredes. Concreta-se uma vala feita abaixo das mesmas. As cargas neste caso, são distribuídas horizontalmente. RADIER: É basicamente uma laje de concreto armado (com ferragens), construída sobre o solo por toda extensão da edificação. Utilizada em solos com resistência mais baixa, com camada fraca profunda. A laje recebe diretamente as cargas dos pilares. BLOCO: Elemento de fundação composto por concreto simples (não armado) e sem a presença de armaduras. O concreto neste caso é dimensionado para suportar as tensões de tração. Utilizado geralmente em solos de alta resistência e com método executivo simples. As fundações DIRETAS PROFUNDAS, ultrapassam os parâmetros das fundações rasas, e são caracterizadas pelo utilização de TUBULÕES. Os TUBULÕES são construídos em locais com solos de resistência baixa ou que apresentam abundância de água. Muito utilizado em fundações dentro de água como o exemplo de pontes. Com forma cilíndrica, seu ponto negativo é a utilização de trabalho braçal pelo menos na etapa final da escavação, o que em casos de má execução, podem levar riscos ao trabalhador. Possuem dois métodos de execução: A CÉU ABERTO ou A AR COMPRIMIDO. A construção A CÉU ABERTO é simples e dispensa escoramento em solos firmes, é uma alternativa econômica para altas cargas solicitadas e não pode ser executado abaixo do nível de água. Uma vantagem é a questão de não ocasionar vibrações que possam movimentar o terreno e causar incômodo no entorno. O método A AR COMPRIMIDO, é utilizado em terrenos onde há a dificuldade do emprego de escavação mecânica ou cravação de estacas (áreas rochosas, lençóis de água elevados ou cotas insuficientes entre terreno e fundação). Neste caso utiliza-se uma camisa metálica ou de concreto para a sustentação das paredes. Podem atingir altas profundidades abaixo do nível de água, possuem custos e riscos de trabalho maiores do que o outro tipo. Após a concretagem, deve permanecer comprimido por pelo menos 6 horas visando preservar a qualidade do concreto que pode ser danificado por pressões do lençol freático ou interferências de escavações próximas. As Fundações INDIRETAS são sempre profundas em função da forma de distribuição da carga para o solo (atrito lateral), no qual exige que estes elementos tenham grandes dimensões. São indicadas para solos instáveis ou obras muito grandes que depositam muita carga no terreno. Estas fundações se resumem em ESTACAS, que são elementos estruturais enterrados no solo e que promovem estabilidade da edificação. Podem ter vários tipos e serem construídas de diversos materiais (aço, madeira e concreto) conforme sua utilização. Alguns dos exemplos de estacas são: METÁLICAS: Podem ser perfis laminados, soldados, trilhos soldados ou estacas tubulares. Utilização para qualquer tipo de terreno; possuem facilidade de corte e emenda; alta capacidade de carga; se utilizadas de forma provisória podem ser reaproveitadas; deve-se ter cuidado com o material utilizado devido a corrosão do mesmo; MADEIRA: Troncos de árvores cravados com martelos leves e bate-estacas de pequenas dimensões. Para utilização é necessário que fiquem totalmente abaixo do nível de água, tendo em vista que o mesmo não pode sofrer

O Uso da Madeira na Construção Civel

O uso da madeira como constituinte principal da estrutura de edificações se mostra vantajoso devido a durabilidade, segurança, manutenção e economia de energia O uso da madeira como constituinte principal da estrutura de edificações tem se mostrado vantajosa principalmente devido a durabilidade, segurança, manutenção e  economia de energia. A madeira é um dos materiais mais antigos a ser utilizado em construções, mas após a Revolução Industrial foi desprezada para o estudo de novos materiais como o aço e o concreto. Apesar da tecnologia apresentada por esses materiais, a madeira ainda supera pelos seus benefícios apresentados. Antes de tudo, para adquirir o material de forma consciente, é preciso estar atento aos fornecedores e escolher as espécies ideais para cada tipo de construção, afim de obter menor impacto ambiental. E atenção! Não confunda madeira certificada e madeira legal. A madeira legalizada é extraída conforme as exigências da legislação de exploração, a madeira certificada também segue as exigências das leis e considera outros aspectos ambientais, sociais, econômicos e sustentáveis. As vantagens do uso da madeira na construção são muitos, por exemplo: – Alta Resistência: Foi o primeiro material capaz de resistir tanto a esforços de compressão como de tração. Tem uma baixa massa volumétrica e resistência mecânica elevada. Pode apresentar a mesma resistência a compressão que o concreto e dez vezes mais resistência a flexão, além da resistência ao corte. Não se desfaz quando submetida a choques bruscos que podem provocar danos.Além disso, os arqueólogos costumam encontrar peças antigas ainda existentes em madeira tais como: sarcófagos, embarcações, esculturas, utensílios domésticos, armas, instrumentos musicais, elementos de construções, etc. Em Kyoto no Japão podemos encontrar templos milenares construídos com estrutura de madeira. – Manutenção: Trata-se de uma matéria-prima muito versátil que pode ser usada de forma variada de acordo com o tipo de aplicação pretendida, além de permitir ligações e emendas fáceis de executar. – Isolante Término e Acústico: A madeira é um isolante natural, tanto térmico como acústico. As boas condições naturais de isolamento permite a economia de energia em aparelhos de climatização de ambiente. – Segurança: Ao contrário do metal, do concreto e do ferro, que deformam-se quando elevados a altas temperaturas, perdendo sua função estrutural, a madeira tem uma resistência maior ao fogo. “Num incêndio, as temperaturas atingem mais do que 1000°C. No entanto, o aço, a 500°C, já perdeu 80% de sua resistência, enquanto que o concreto começa a perder resistência a partir dos 80°C. A madeira, submetida a um severo incêndio, teve sua seção reduzida, mas não a ponto de eliminar sua capacidade de suportar seu próprio peso e o peso extra das barras de aço”. (PINTO, Edna Moura. 2007) Em falar em fogo, vamos explicar as desvantagens que difamam a madeira até hoje: – Combustível: O maior preconceito em se usar madeira na construção é por conta dos acidentes de incêndio registrados no início de sua história. A boa notícia é que, recentemente, a empresa Montana Química lançou o produto “Osmoguard FR100”, que tem a função de retardar o efeito da chama e a produção de fumaça. – Vulnerabilidade: É bastante vulnerável aos agentes externos, como cupins e insetos. Toda a madeira exposta deve ser protegida com verniz ou stain. A diferença entre eles é que o primeiro forma camadas na superfície da madeira, já o stain penetra sem formar película. Além disso é necessário realizar um tratamento químico no solo entorno da obra, afim de evitar organismos xilófagos. – Variabilidade: O fato de a madeira ser o resultado do crescimento de um ser vivo implica em variações das suas características e dimensões. Se não estiver bem tratada, a madeira age como uma esponja absorvendo toda a umidade, o que causa a dilatação. No entanto, a falta de conhecimento das propriedades e o uso inadequado da madeira são as maiores causas de desempenho insatisfatório. A madeira pode ser usada na construção civil tanto de forma temporária como definitiva: de forma temporária na instalação de canteiro de obras, nos andaimes, nos escoramentos e nas formas. De forma definitiva é utilizada nas esquadrias, nas estruturas de cobertura, nos forros e nos pisos. A madeira pode ser utilizada na construção de diversas maneiras, tais como: Pesada Interna: São peças de madeira serradas ou painel laminado colado que são usados como vigas, caibros, pranchas e tábuas utilizados em estruturas de telhado; Leve Externa e Interna Estrutural: São as tábuas e pontaletes usados temporariamente nas construções, como andaimes, escoramentos e formas para concreto; Interna Decorativa: Usufrui da diversidade de cores e texturas da madeira, são usadas como forros, painéis, lambris e guarnições; Leve em Esquadrias: Referente a portas, venezianas, caixilhos e molduras; Assoalhos Domésticos: Produtos de madeira sólida e produtos trabalhados para utilização própria em pisos (assoalhos, tacos, tacões e parquetes). Com as inúmeras vantagens apresentadas na utilização de madeira na construção civil, esperamos ter contribuído com mais um pouco de conteúdo rico para você. Até a próxima!

Obras do “Cão” Parte II: Os Erros Mais Estranhos Da Construção

O “cão” está de volta e trouxe mais uma vez outros tantos erros dentro da construção civil para te divertir e alertar sobre prejuízos e riscos O “cão” está de volta e trouxe mais uma vez outros tantos erros dentro da construção civil para te divertir e alertar sobre prejuízos e riscos que serviços mal executados podem acarretar, tanto na hora da execução como após a conclusão. Para o “cão” não visitar sua obra, confira abaixo a segunda parte do que jamais deve ser feito! O tijolo é resistente, meu primo quem faz! Será que dá pressão? Esse dá pressão hein? Oscar Niemeyer ficaria com inveja… Fundação ecologicamente correta Fundação via WiFi O que importa é que está bem escorado… Acessibilidade vertical O ajudante eficiente Não pode desmatar! Não pode mesmo desmatar! A força é a mesma! Acessibilidade bem planejada Cuidado com a cabeça! “Amor, meu sonho é ter uma vista panorâmica no nosso quarto!” Não pode des… já sabe né? Acesso a ??? Não compensa repetir… Santa fita crepe! Segurança em primeiro lugar! Pausa para o almoço… O equilibrista O irmão do equilibrista Sem perigo! A escada é boa… Banheiro de rei Com caixa acoplada, rebaixado e zero km. Sem palavras… Segurança para os pedestres Rota de fuga Trabalho em equipe TV a cabo e ar condicionado. Preciso de mais nada! Algo de errado não está certo! “Faltou só um pouco doutor. Dá pra corrigir na massa!” Tem perigo não! Trabalho em equipe 2 Trabalhando em cima do happy hour Olha ela de novo… Acessibilidade russa! Torcida adversária, só pode… Agora tá bem cercado… Arquitetura bem planejada… Algo de errado não está certo 2 Acesso restrito… Cuidado com o degrau! Cada coisa pra cada fim… Uso adequado de EPI Qual a melhor escolha? Brincando em contato com a natureza… Acesso restrito Se não segurar a escada fica perigoso… Tá bem amarrado! Móveis planejados… Reforçando o que já foi falado na primeira parte destas famosas “gambiarras”, apesar de ser até engraçado ver alguns destes erros, é importante lembrar que além de feio, esteticamente falando, é extremamente perigoso. O perigo pode chegar por duas vias: no decorrer da execução ou após o término. Por isso é sempre essencial e importante a realização do projeto e o acompanhamento da execução por profissionais da engenharia e arquitetura. A economia ilusória em não contratar os profissionais adequados pode custar muito caro além de colocar várias vidas em risco. Até a próxima!

A Versatilidade do Drywall

A palavra drywall significa em inglês, “parede seca”, o termo pode ser explicado pelo método construtivo que não utiliza água nem argamassa. A palavra drywall significa em inglês, “parede seca”, o termo pode ser explicado pelo método construtivo que não utiliza água nem argamassa, resultando em uma obra muito mais limpa do que de costume. A rapidez na construção é a marca registrada do drywall, isso porque as placas chegam prontas para instalação, dependendo apenas da mão de obra especializada do técnico que em um dia consegue instalar até 30m². Sua estrutura é feita com aço galvanizado, coberta por papel-cartão, podendo conter preenchimento interior com lã de vidro, isopor ou outro material que melhore a acústica, finalizando com uma ou duas camadas de gesso. Aliás, o drywall tem melhor conforto acústico que a alvenaria, contando também com o conforto térmico, já que o gesso tem propriedade natural de regular o clima, mantendo a umidade em equilíbrio. Além da instalação das placas ser muito simples, a instalação elétrica e hidráulica também tem essa vantagem, permitindo que toda a fiação e canos fiquem embutidos de modo organizado, e, caso precise de manutenção, basta abrir um recorte na parede. Existem três tipo de placas drywall: Verde (RU): com silicone e aditivos fungicidas misturados ao gesso, permite a aplicação em áreas úmidas (banheiro, cozinha e lavanderia). Rosa (RF): resiste mais ao fogo por causa da presença de fibra de vidro na fórmula. Por isso, vai bem ao redor de lareiras e na bancada do cooktop. Branco (ST): é a variedade mais básica (Standard), amplamente empregada em forros e paredes de ambientes secos. Atenção! O drywall tem alta resistência,  mas tem seus limites de peso. Exemplo: Um objeto de até 10 kg pode ser preso direto nas placas, até 18 kg é necessário que se prenda nas chapas de aço que há no interior. O drywall suporta objetos com até mais de 30 kg, contanto que a carga seja distribuída em montantes metálicos com distâncias de acordo com o projeto. Um mito a ser relevado: Drywall pode sim ser usado em áreas úmidas, desde que seja adotado os “painéis verdes”. É necessário a impermeabilização com manta asfáltica ou polimérica, isso serve para qualquer método construtivo. Além da impermeabilização, é possível ter uma proteção extra com os revestimentos aplicados – cerâmica, pastilha ou porcelanato aplicados com argamassa colante flexível e rejunte ajudam a proteger ainda mais o gesso da água. Atualmente, o drywall é muito utilizado em decorações, dando um ar muito mais sofisticado ao ambiente, confira: Relevo de parede possibilitando a distribuição de luz no ambiente: Móveis planejados de acordo com sua necessidade: Rebaixamento e sofisticação do teto:

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